HUMOR, UM ASSUNTO SÉRIO

Esta página poderá, algumas vezes fazer rir mas não é, necessariamente este o objetivo! (no fundo só disse isso para diminuir a responsabilidade!) A observação da importância da utilização engenhosa do humor nos processos de grupo, levou-me a olhá-lo mais de perto. Vale a pena ficarmos atentos e observarmos, tudo indica que é, como os idiomas, um privilégio da nossa espécie!

Faça o Teste das Cores,

libere o script para executá-lo e divirta-se!!

 

Para começar, FIQUE SÉRIO, VOCÊ NÃO ESTÁ SENDO FILMADO! SORRIA, e continuará não sendo...

Você não riu do comentário acima? Não se preocupe, ninguém acha graça mesmo!!

Talvez, esta última frase seja mais engraçada! Por que? Bem, primeiro temos um contexto, segundo, um pequeno conflito interno, talvez entre os centros cerebrais. Esse conflito não é consciente. Nós aprendemos a rir bem antes dos três anos de idade! Não temos mais percepção do que gera, internamente nosso riso.

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ALGUMAS PIADINHAS CURTAS
(Sugiro ler todas para entrar no clima de humor!)

 POLONÊS
Um imigrante polonês está fazendo exame de vista para obter carteira de motorista em Nova Iorque. O examinador lhe mostra um cartão com as seguintes letras: C Z J W I N O S T A C Z
O examinador pergunta:
-Você consegue ler isso?
E o polonês:
-Ler?! Eu conheço esse cara!
 
DIVISÃO DE BENS
 Dois amigos se encontram depois de muitos anos.
 - Casei, separei e já fizemos a partilha dos bens.
 - E as crianças?
 - O juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu. 
 - Então ficaram com a mãe?
 - Não, ficaram com nosso advogado.
 
EMERGÊNCIA
 Um eletricista vai até a UTI de um hospital, olha para os pacientes ligados a diversos tipos de aparelhos e diz:
 - Respirem fundo: vou mudar o fusível.
 
CONFISSÃO
 O condenado à morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre:
 - Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você.
 - Perda de tempo, seu padre. Daqui a pouco vou falar com Ele, pessoalmente. Algum recado?
 
VELHINHOS
 Dois velhinhos conversam num asilo:
 - Macedo, eu tenho 83 anos e estou cheio de dores e problemas. Você deve ter mais ou menos a minha idade. Como é que você se sente?
 - Como um recém-nascido.
 - Como um recém-nascido?!
 - É. Sem cabelo, sem dentes e acho que acabei de mijar nas calças.
 
VELHINHAS
 Duas velhinhas estão jogando sua canastra semanal.
 Uma delas olha para a outra e diz:
 - Por favor, não me leve a mal. Nós somos amigas há tanto tempo e agora eu não consigo me lembrar do seu nome, veja só que cabeça a minha.
 Qual é o seu nome, querida?
 A outra olha fixamente para amiga, por uns dois minutos, coça a testa e diz:
 - Você precisa dessa informação para quando?
 
O GENRO
 A filha entra no escritório do pai, com o marido a tiracolo e indaga sem rodeios:
 - Papai, por que você não coloca meu marido no lugar do seu sócio que acaba de falecer?
 O pai responde de pronto:
 - Conversa com o pessoal da funerária. Por mim tudo bem.
 
CÉREBRO
 Um menino de quatro anos no banho examina seus testículos.
 Ele pergunta à mãe:
 - Mãe, isto é o meu cérebro?
 E a mãe:
 - Ainda não, filho.

SOGRA1
O cara voltava do enterro de sua sogra quando, ao passar por um
prédio em obras, um tijolo caiu lá de cima e quase acertou a cabeça
dele... O homem olhou pro céu e gritou:
- Já chegou aí, sua desgraçada!!! Felizmente ainda continua com má pontaria!

SOGRA2
A mulher comenta com o marido:
- Querido, hoje o relógio caiu da parede da sala e por pouco não bateu
na cabeça da mamãe...
- Maldito relógio! Sempre atrasado!

Colaboração: Afonso

Às vezes, dependendo do contexto, algo que não teria a mínima graça pode ser muito importante para ajudar no clima emocional de uma empresa. Com certeza, já esbarramos em situações onde o humor facilitou as coisas. Um exemplo real generalizado poderia ser:

Em uma Reunião da Diretoria de uma grande empresa, os diretores se debruçaram sobre os números e, o silencioso consenso atestou o óbvio, o Diretor Financeiro tinha pisado na bola. Passados alguns longos e tensos segundos, outro diretor quebrou o silêncio: "Você devia estar sem óculos!". Todos riram.

Esta piadinha "sem graça" suavizou a mensagem crítica, afirmou implicitamente o erro e evitou que o grupo ficasse discutindo o assunto, fosse "emocionalmente sequestrado". Passou-se ao item seguinte, como resolver a situação!

Assim, já está sendo explicitamente aceito que o uso engenhoso do humor é uma característica importante da liderança eficaz. O difícil é, como sempre, manter o equilíbrio! Não precisa ser comediante, só saber quebrar a tensão. Esta característica já é avaliada nos recrutamentos e considerada para desenvolvimento da capacidade de liderança.

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Mudando de enfoque, um pequeno trecho do Paulo Coelho. É um bom exemplo da seriedade de alguns comportamentos dos quais achamos graça. Tem tudo a ver com os assuntos do site!

AUTONOMIA INFANTIL

Desde crianças, nos perguntam: você ama papai? Você ama titia? Você ama seu professor?
Ninguém pergunta: você se ama?
Gastamos grande parte da nossa energia tentando agradar aos outros. Mas e a gente? O jesuíta Anthony Mello conta uma genial história a respeito.
Mãe e filho estão numa lanchonete. Depois de escutar o pedido da mãe, a garçonete vira-se para o menino: "O que você quer?" Ele responde: "Um cachorro quente."
"Nada disso", diz a mãe. "Ele quer bife com verduras."
A garçonete, ignorando o comentário, pergunta ao garoto: "Você prefere com mostarda ou ketchup?"
O menino responde: "Os dois." E, depois, vira-se para a mãe e diz, surpreso:
"Mamãe! Ela acha que eu sou de verdade!"

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COMO TUDO É TÃO RELATIVO!

No mundo animal, uma lesma, chamada para depor como testemunha de um desastre entre duas tartarugas, desculpou-se dizendo: - Não dá para descrever, tudo aconteceu muito rápido!

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Caso você tenha algum exemplo interessante, piada, algo que tenha observado ou tenha ocorrido com você, deixe sua contribuição. Escreva no Mural ou envie por e-mail. Caso não queira que mencione a origem, por favor avise.

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EU TE CONHEÇO?

Num julgamento na cidade de CORRENTES - PI, o Promotor de Justiça chama sua primeira testemunha, uma velhinha de idade bem avançada. Para começar a construir uma linha de argumentação, o Promotor pergunta à velhinha:

- Dona Genoveva, a senhora me conhece, sabe quem sou eu e o que faço?

- Claro que eu o conheço, Marcos! Eu o conheci bebê. Só chorava, e francamente, você me decepcionou. Você mente, trai sua mulher, você manipula as pessoas, você espalha boatos e adora fofocas. Você acha que é influente e respeitado na Cidade, quando na realidade você é apenas um coitado. Nem sabe que a filha esta grávida, e, pelo que sei, nem ela sabe quem é o pai. Ah, se eu conheço você! Claro que conheço!

O Promotor fica petrificado, incapaz de acreditar no que estava ouvindo. Ele fica mudo, olhando para o Juiz e para os jurados. Sem saber o que fazer, ele aponta para o advogado de defesa e pergunta à velhinha:

- E o advogado de defesa, a senhora o conhece?

A velhinha responde imediatamente:

- O Robertinho? É claro que eu o conheço! Desde criancinha.

Eu cuidava dele para a Marina, a mãe dele, pois sempre que o pai dele saía, a mãe ia pra algum outro compromisso. E ele também me decepcionou. É preguiçoso, puritano, alcoólatra e sempre quer dar lição de moral nos outros sem ter nenhuma para ele. Ele não tem nenhum amigo e ainda conseguiu perder quase todos os processos em que atuou. Além de ser traído pela mulher com o mecânico... Com o mecânico!

Nesse momento, o Juiz pede que a senhora fique em silêncio, chama o promotor e o advogado perto dele, se debruça na bancada, e fala baixinho aos dois:

- Se um dos dois perguntar a esta velha se ela me conhece, vai sair desta sala preso... Fui claro?! (Colaboração: Rui)

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ARGUMENTAÇÃO ENGENHEIRO
português que foi apanhado a 250 Km/h numa estrada onde o limite era de 70 Km/h.
(Texto em português de Portugal)

Exmo Sr. Dr. Juiz,

Meritíssimo:

Confirmo que vi na estrada a marca de 70 em números negros inscritos num círculo vermelho, sem qualquer informação de unidades. (comentário: isso é um fato. Observe as placas nas nossas estradas: 80 km ! e não 80 km/h, como deveria ser.)

Ora, como sabe, a Lei de 4 de Julho de 1837 torna obrigatório em Portugal o sistema métrico, e o Decreto 65-501 de 3 de Maio de 1961, modificado de acordo com as directivas européias, define, como unidade DE BASE LEGAL, as unidades do Sistema Internacional, SI. Poderá confirmar tudo no site do Governo.

Ora, no sistema SI, a unidade de comprimento é o 'Metro', e a unidades de Tempo é o 'Segundo'.
Torna-se portanto evidente que a unidade de Velocidade é o 'Metro por Segundo'.

Não me passaria pela cabeça que o Ministério aplicasse uma unidade diferente.
Assim sendo, os 70 Metros por Segundo correspondem, exactamente a 252 Km/h.

Ora, a Polícia afirma que me cronometrou a 250 Km/h o que eu não contesto. Circulava portanto, 2 km/h abaixo do limite permitido.

Esperando a aceitação dos meus argumentos, de V. Exa.

António Nogueira
(Engº Civil, IST)

OBS: O ENGENHEIRO NÃO FOI CONDENADO! (Colaboração:Afonso)

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PROJETO LAUGHLAB

Logo após colocar este site no ar, incluí esta página sobre humor como assunto sério. De lá para cá tenho me dedicado a observar e estudar um pouco sobre o assunto. Aprendi bastante durante minhas aulas e desenvolvi um pouco minha percepção sobre o que nos faz rir e como.

Considero o humor um item "negligenciado" com relação à sua importância nos aspectos comportamentais e no relacionamento humano.

Entretanto, o que realmente me levou a escrever este texto foram observações feitas por Richard Wiseman, da Universidade Inglesa de Hertford, nas conclusões do projeto internacional (explicado abaixo) sobre humor. Com exceção dos comentários sobre o ensaio de Freud e dos fatores de superioridade cultural e de gênero influenciando as piadas, nossas percepções coincidiram. Sempre comentei em aulas que o "hemisfério direito ri do esquerdo" no fim das piadas ou gracejos. Suas conclusões foram muito similares e me levaram inclusive a pensar na pouca importância dada ao humor nos processos terapêuticos de que tive conhecimento.

O exemplo abaixo de uma piada analisada em um artigo seu da Scientific Americam pode demonstrar este comentário:

Em um lugar movimentado, um homem chega para uma mulher e pergunta: "Desculpe, a senhora viu algum policial por aqui?". "Sinto muito", diz a mulher, "faz tempo que não vejo nenhum policial.".
Dos três finais plausíveis para uma piada, qual você escolheria?
A "Então me passa já seu relógio e seu colar!".
B "Obrigado, mas a senhora sabe, já estou procurando um há meia hora."
C "Futebol é meu esporte favorito.".

Você deve ter escolhido a frase A, a B faz sentido, mas não tem graça e a C não faz sentido nem tem graça. Pois bem, as pessoas com lesões no hemisfério direito escolhem a alternativa C com mais freqüência do que as com cérebro saudável. Elas aparentemente sabem que a piada deve ter um final surpreendente, mas não percebem a contradição no desenlace. Essas pessoas não perderam o senso de humor, pois acham graça de comédias-pastelão, mas não diferenciam inadequações engraçadas das sem graça. Creio que lesões "de software" de diversos níveis também afetariam esse aspecto.

O projeto "LaughLab" teve como objetivo principal encontrar a piada mais engraçada do mundo. Foi criado um "website" com dois ambientes virtuais, um para que as pessoas inserissem sua piada favorita, outro onde os visitantes podiam responder perguntas simples como idade, sexo, nacionalidade e avaliar quão engraçadas achavam diversas piadas. Após avaliação por mais de 350 mil pessoas de mais de 40 mil piadas, a piada "eleita" como mais engraçada do mundo teve apenas 55% dos votos!

Um outro aspecto observado foi de que as piadas mais bem avaliadas têm em comum o fato de despertarem no ouvinte algum sentimento de superioridade. Esta teoria da superioridade foi apenas confirmada porque já tinha sido observado que grupos inteiros são submetidos à chacota. Por exemplo, ingleses fazem piadas sobre irlandeses, americanos sobre poloneses, franceses dos belgas, brasileiros de portugueses e atualmente de argentinos e vice versa.

É preocupante saber que algumas pesquisas já mostraram que as piadas influenciam as percepções sobre o grupo objeto delas. Talvez mais preocupante ainda seja saber que piadas apelando para o sentimento de superioridade têm um efeito surpreendente sobre a autoimagem das pessoas. Assim, as piadas influenciam potencialmente a autoconfiança e o comportamento das pessoas e podem ser usadas para isso, às vezes até inconscientemente. Acho bom estarmos conscientes disso para usarmos o humor sempre evitando rir à custa dos outros. Creio que o humor pode ser ótimo para descontrair, relaxar, criar um ambiente que facilita o fluxo da nossa comunicação e se for usado com esta intenção é bastante saudável. Link para o site do "LaughLab".


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